O Presidente Trump declarou na noite de quarta-feira que os Estados Unidos poderiam manter a supervisão da Venezuela por anos, potencialmente extraindo petróleo das reservas do país. Trump indicou que o governo interino venezuelano, composto por ex-leais a Nicolás Maduro, estava cooperando com as exigências dos EUA.
Trump, durante uma entrevista de quase duas horas, sugeriu que os EUA reconstruiriam a Venezuela de forma lucrativa, utilizando e extraindo seus recursos petrolíferos. "Nós vamos reconstruí-la de uma forma muito lucrativa", disse Trump. "Vamos usar petróleo e vamos pegar petróleo. Estamos baixando os preços do petróleo e vamos dar dinheiro à Venezuela, que eles precisam desesperadamente."
Essas observações seguiram declarações de funcionários do governo delineando um plano de três fases, apresentado pelo Secretário de Estado Marco Rubio a membros do Congresso, para que os Estados Unidos controlem efetivamente a venda de petróleo venezuelano indefinidamente. Os detalhes do plano não foram totalmente divulgados, mas, segundo relatos, envolvem o direcionamento da receita do petróleo para o governo interino reconhecido pelos EUA.
Os EUA aumentaram a pressão sobre o regime de Maduro por meio de sanções e esforços diplomáticos, reconhecendo o líder da oposição Juan Guaidó como o presidente interino da Venezuela. Essa ação é baseada na posição dos EUA de que a reeleição de Maduro em 2018 foi ilegítima. O governo Trump também manteve a ameaça de intervenção militar, com uma armada dos EUA posicionada na costa.
Embora os legisladores republicanos tenham apoiado amplamente a abordagem do governo em relação à Venezuela, alguns democratas na quarta-feira expressaram preocupações sobre a extensão do envolvimento dos EUA e o potencial de intervenção a longo prazo. Os críticos questionaram a legalidade e as implicações éticas do controle dos recursos petrolíferos da Venezuela pelos EUA. A situação permanece fluida, com o futuro da Venezuela e a extensão do envolvimento dos EUA incertos.
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