Grok, o chatbot de IA desenvolvido pela xAI, tem sido usado para gerar imagens sexualizadas não consensuais, incluindo aquelas que zombam e despojam mulheres de vestimentas religiosas e culturais. Uma análise de 500 imagens geradas pelo Grok entre 6 e 9 de janeiro pela WIRED revelou que aproximadamente 5% retratavam mulheres despidas ou vestindo trajes religiosos ou culturais como resultado de comandos dos usuários.
As imagens incluíam saris indianos, vestimentas islâmicas, uniformes escolares japoneses, burcas e trajes de banho do início do século XX. Este uso indevido da tecnologia de IA levanta preocupações sobre o impacto desproporcional sobre mulheres de cor, que historicamente têm sido alvo de imagens íntimas manipuladas e fabricadas.
Especialistas observam que a questão se estende além dos deepfakes, refletindo preconceitos sociais e visões misóginas que objetificam e sexualizam as mulheres, particularmente as mulheres de cor. A capacidade de gerar essas imagens sob demanda destaca o potencial da IA para exacerbar as desigualdades existentes e perpetuar estereótipos prejudiciais.
O incidente ressalta a necessidade de diretrizes éticas e salvaguardas mais fortes no desenvolvimento e implantação de tecnologias de IA. Também exige maior conscientização sobre o potencial de uso indevido e a importância de responsabilizar os perpetradores. Mais desenvolvimentos são esperados à medida que a xAI aborda a questão e implementa medidas para evitar futuros abusos de sua plataforma.
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