A Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu, na sexta-feira, uma série de alertas, instando os pilotos a terem cautela ao voar sobre áreas do Oceano Pacífico adjacentes a vários países da América Latina, citando o aumento da atividade militar na região. Os sete avisos aos tripulantes aéreos, conhecidos como NOTAMs, cobriram áreas do Oceano Pacífico que fazem fronteira com o México, Colômbia, Equador e Panamá.
Esses alertas, que deveriam permanecer em vigor até 17 de março, sugeriam um período prolongado de potenciais operações militares na área. A FAA não esclareceu imediatamente o motivo da emissão dos avisos.
Os avisos eram semelhantes aos alertas emitidos no ano passado sobre áreas ao redor da Venezuela e do Mar do Caribe. Esses alertas anteriores coincidiram com um aumento relatado nas operações militares dos EUA visando supostos traficantes de drogas por meio de ataques a embarcações. Avisos mais urgentes foram emitidos no início deste ano durante uma suposta operação dos EUA com o objetivo de capturar Nicolás Maduro, o líder da Venezuela.
O Pacífico Oriental tem testemunhado vários ataques a embarcações nas últimas semanas. Representantes do Comando de Operações Especiais dos EUA, supostamente envolvido na realização dos ataques, e do Comando Sul dos EUA, que supervisiona as operações militares na região, ainda não comentaram sobre a natureza do aumento da atividade militar que motivou os alertas da FAA.
Os alertas da FAA destacam o complexo cenário geopolítico da América Latina, uma região historicamente influenciada tanto por conflitos internos quanto por potências externas. A presença de atividade militar dos EUA na região, muitas vezes enquadrada como operações de combate ao narcotráfico, tem sido uma fonte de discórdia para alguns governos latino-americanos, que a veem como uma violação de sua soberania. O potencial para o aumento da atividade militar na região levanta preocupações sobre a segurança do tráfego aéreo civil e o potencial para consequências não intencionais. A situação é ainda mais complicada pela instabilidade política e econômica em curso em várias nações latino-americanas, o que pode contribuir para o aumento dos riscos de segurança.
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