O Canadá e a China fecharam um acordo na sexta-feira para reduzir as tarifas sobre bens essenciais, sinalizando uma possível mudança na estratégia comercial do Canadá. O acordo, anunciado durante a visita de estado do primeiro-ministro Mark Carney a Pequim, envolve o Canadá reduzindo as tarifas sobre veículos elétricos chineses, enquanto a China retribui com reduções tarifárias sobre produtos de canola canadenses.
De acordo com o acordo, o Canadá permitirá que até 49.000 veículos elétricos chineses entrem no mercado canadense sob uma taxa tarifária preferencial de 6,1%. Isso representa uma diminuição significativa da tarifa de 100% imposta em 2024, uma taxa decretada após pressão dos Estados Unidos. Embora os resumos do governo chinês sobre as negociações tenham sido menos específicos, as mudanças tarifárias anunciadas pelo Sr. Carney sugerem uma mudança no sentido de diversificar as relações comerciais do Canadá.
A medida surge no momento em que o Canadá procura reduzir a sua dependência econômica dos Estados Unidos, particularmente à luz das recentes políticas comerciais protecionistas decretadas pelo governo dos EUA. O acordo poderá abrir novas vias para os produtores de canola canadenses no mercado chinês e fornecer aos consumidores canadenses opções de veículos elétricos mais acessíveis.
A indústria canadense de canola é um contribuinte significativo para as exportações agrícolas do país, e o acesso ao mercado chinês é crucial para o seu crescimento contínuo. Da mesma forma, o mercado de veículos elétricos está se expandindo rapidamente em todo o mundo, e as tarifas reduzidas podem permitir que os fabricantes chineses ganhem espaço no mercado canadense.
As implicações a longo prazo deste acordo ainda estão por serem vistas. No entanto, sinaliza uma vontade por parte do Canadá e da China de fortalecerem os seus laços econômicos, potencialmente remodelando a dinâmica comercial na região.
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