O líder da oposição ugandense, Bobi Wine, afirmou ter escapado de uma invasão da polícia e do exército em sua residência, coincidindo com a vitória declarada do atual presidente Yoweri Museveni na eleição presidencial. Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, comunicou sua fuga por meio de uma postagem no X no sábado, escrevendo: "Quero confirmar que consegui escapar deles."
Kyagulanyi acrescentou que sua esposa e outros membros da família permanecem em prisão domiciliar. Ele afirmou estar ciente dos esforços para localizá-lo. O incidente ocorreu em meio a um clima político tenso após os resultados eleitorais contestados.
A vitória de Museveni, garantindo-lhe mais um mandato no cargo, foi recebida com ceticismo e alegações de fraude por Wine e seus apoiadores. A eleição atraiu atenção internacional, com preocupações levantadas sobre a justiça e a transparência do processo. Antes da eleição, Wine havia instado seus apoiadores a "proteger o voto", antecipando possíveis irregularidades.
O exército ugandense negou as alegações de sequestro de Bobi Wine, complicando ainda mais a situação. Pelo menos sete pessoas foram mortas durante a noite em Uganda após a eleição, destacando a volatilidade do período pós-eleitoral. Jovens ugandenses, que representam uma parte significativa da base de apoio de Wine, expressaram o desejo de estabilidade e oportunidades.
O paradeiro atual de Wine permanece incerto. A situação está em andamento, com potenciais implicações para a estabilidade política e a governança futura de Uganda.
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