O funcionário, que permaneceu anônimo, esclareceu que nenhuma decisão final foi tomada em relação ao envio dos soldados do Alasca. As tropas fazem parte da 11ª Divisão Aerotransportada, sediada em Fort Wainwright. O possível envio ocorre no momento em que autoridades de Minnesota pediram aos manifestantes que mantenham a ordem e a paz durante as manifestações após a morte a tiros da cidadã americana Renee Good no início deste mês por um agente do ICE.
Na semana passada, Trump levantou a possibilidade de invocar a Lei da Insurreição, uma lei raramente usada que permite o envio de militares da ativa para fins de aplicação da lei nos Estados Unidos. Esta lei tem sido historicamente invocada em situações em que as autoridades estaduais são incapazes de manter a ordem.
A situação também se desenrola em meio a uma ordem recente emitida por uma juíza federal dos EUA. A juíza Katherine Menen impôs limitações às táticas de controle de multidões que os agentes do ICE podem empregar contra manifestantes "pacíficos e não obstrutivos" em Minneapolis. Esta ordem reflete o escrutínio legal contínuo das ações das forças da lei durante as manifestações.
O possível envio destaca a tensão entre a autoridade federal e o controle local no gerenciamento de distúrbios civis. O uso de militares da ativa para aplicação da lei doméstica é uma questão controversa, levantando preocupações sobre a militarização do policiamento e o potencial de escalada de conflitos. A Lei da Insurreição, embora legalmente permitida sob certas circunstâncias, é frequentemente vista como um último recurso devido às suas implicações para as liberdades civis e o papel dos militares em uma sociedade democrática. A situação permanece fluida, com a decisão de enviar os soldados dependendo do Presidente. Mais desenvolvimentos são esperados à medida que as manifestações continuam e as discussões entre autoridades federais e estaduais progridem.
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