O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, foi declarado o vencedor da eleição presidencial do país no sábado, estendendo sua liderança para uma quinta década. A eleição, realizada na quinta-feira, ocorreu em meio a um apagão de internet imposto pelo governo e foi marcada por relatos de violência e intimidação.
O principal candidato da oposição, Bobi Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi Ssentamu, denunciou a eleição como fraudulenta. Wine afirmou que estava escondido após uma invasão policial em sua residência. Os detalhes da invasão permanecem obscuros, mas as alegações de Wine aumentaram as tensões no país.
Museveni, que está no poder desde 1986, garantiu a vitória com 58,6% dos votos, segundo a Comissão Eleitoral. Wine obteve 34,8%, de acordo com os resultados oficiais. Observadores internacionais levantaram preocupações sobre a transparência e a justiça do processo eleitoral. A União Africana enviou uma missão de observadores, e seu relatório preliminar é esperado para os próximos dias.
O desligamento da internet, implementado na véspera da eleição, atraiu críticas de organizações da sociedade civil e órgãos internacionais. Os críticos argumentaram que o apagão dificultou a capacidade dos cidadãos de acessar informações e monitorar o processo eleitoral. O governo defendeu a medida, citando preocupações de segurança e a necessidade de impedir a disseminação de desinformação.
A campanha eleitoral foi marcada por uma repressão a comícios da oposição e pela prisão de inúmeros ativistas e jornalistas. Wine, um popular músico que se tornou político, ganhou um número significativo de seguidores, particularmente entre os jovens ugandenses, ao defender a mudança e criticar o longo governo de Museveni.
Os Estados Unidos e a União Europeia pediram investigações sobre as supostas irregularidades e violência em torno da eleição. O resultado da eleição provavelmente polarizará ainda mais a sociedade ugandense, e os próximos dias serão cruciais para determinar a trajetória política do país. O governo mobilizou forças de segurança em Kampala e outras grandes cidades para manter a ordem.
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