O redirecionamento do SDF para o leste do rio Eufrates foi anunciado após confrontos mortais na semana anterior e negociações subsequentes com autoridades dos EUA. O conflito em curso decorre de um rompimento de um acordo entre o SDF e o governo do Presidente Ahmed al-Sharaa, que procura integrar entidades curdas nas instituições sírias.
A guerra civil síria, que começou em 2011, envolveu inúmeras facções, incluindo o governo sírio, grupos curdos e várias organizações rebeldes, bem como atores internacionais. O SDF, apoiado pelos Estados Unidos, tem sido um ator fundamental na luta contra o ISIS na região. O controle dos recursos de petróleo e gás é estrategicamente importante no conflito, proporcionando receita e influência para a parte controladora.
Naquilo que foi percebido como um gesto de boa vontade, o Presidente al-Sharaa anunciou na sexta-feira que reconheceria o curdo como língua nacional e declararia o Ano Novo Curdo feriado oficial. Este decreto marcou o primeiro reconhecimento formal dos direitos nacionais curdos desde a independência da Síria em 1946. No entanto, o SDF anunciou subsequentemente a sua retirada para leste do rio Eufrates.
O estado atual do campo petrolífero de Omar e das áreas circundantes permanece contestado, com potencial para mais confrontos entre as tropas sírias e as forças curdas. A retirada do SDF e o avanço do exército sírio podem ter implicações significativas para o equilíbrio de poder na região e para o futuro da autonomia curda na Síria. A Reuters contribuiu para este relatório.
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