A deputada do Parlamento Dinamarquês, Trine Pertou Mach, afirmou em 18 de janeiro de 2026 que as crescentes ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à Groenlândia, sublinham a necessidade de cessar o que ela descreve como apaziguamento do líder americano. Mach, porta-voz para assuntos externos do Enhedslisten, a Aliança Vermelho-Verde, manifestou as suas preocupações em meio a crescentes tensões sobre o estatuto da Groenlândia.
Mach enfatizou que a principal preocupação do seu partido não é a continuação do domínio dinamarquês sobre a Groenlândia, reconhecendo o direito dos 57.000 habitantes da Groenlândia à autodeterminação. Ela afirmou: "Os 57.000 habitantes da Groenlândia têm um direito óbvio à autodeterminação, e apoiamos o seu direito de moldar o seu próprio futuro e decidir as suas alianças." A Dinamarca, segundo Mach, tem uma responsabilidade histórica de ajudar a Groenlândia a desenvolver a sua democracia e práticas sustentáveis, dado o seu passado como potência colonial.
O pano de fundo destas declarações são as repetidas expressões de interesse do Presidente Trump em adquirir a Groenlândia, um território semi-autónomo dentro do Reino da Dinamarca. Estas expressões, que alegadamente se intensificaram ao longo do último ano, foram recebidas com resistência e preocupação por parte de funcionários dinamarqueses e groenlandeses.
A situação destaca a complexa dinâmica geopolítica na região do Ártico, onde as alterações climáticas estão a abrir novas rotas marítimas e acesso a recursos valiosos. Isto levou a um aumento do interesse de várias potências globais, incluindo os Estados Unidos, a Rússia e a China.
O conceito de "apaziguamento", tal como usado por Mach, refere-se a uma política de fazer concessões a um agressor, a fim de evitar conflitos. Os críticos desta abordagem argumentam que ela pode encorajar o agressor e, em última análise, levar a problemas mais significativos. O debate sobre como responder às aberturas de Trump em relação à Groenlândia reflete discussões mais amplas sobre as relações internacionais e o equilíbrio entre a diplomacia e a firmeza no tratamento de ações assertivas de política externa.
Em 18 de janeiro de 2026, a natureza específica das ameaças de Trump permaneceu não especificada, além do seu interesse declarado em adquirir a ilha. O governo dinamarquês tem mantido consistentemente que a Groenlândia não está à venda, e os líderes groenlandeses reafirmaram o seu compromisso com a autogovernação. Os próximos passos provavelmente envolverão discussões diplomáticas contínuas entre os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia, bem como o acompanhamento contínuo da situação por observadores internacionais.
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