O Presidente dos EUA, Donald Trump, convidou o Presidente russo Vladimir Putin para se juntar a um proposto "conselho de paz" destinado a resolver conflitos globais e supervisionar os esforços de governação e reconstrução em Gaza. O convite, revelado na segunda-feira, surge quando a guerra da Rússia na Ucrânia se aproxima do seu quarto ano, com as negociações de paz estagnadas e uma resolução definitiva a permanecer fora de alcance.
Trump, que tinha prometido acabar com a guerra na Ucrânia dentro de 24 horas após assumir o cargo há um ano, tem procurado ativamente uma resolução para o conflito. No entanto, apesar das negociações em curso, uma guerra de atrito continua no terreno, dificultando o progresso.
O proposto conselho de paz, de acordo com fontes dentro da administração Trump, destina-se a abordar múltiplos pontos críticos globais e a facilitar a estabilidade na Faixa de Gaza após as recentes escaladas de violência. A inclusão de Putin, no entanto, levantou suspeitas, dadas as ações militares em curso da Rússia na Ucrânia e a sua complexa relação com vários atores internacionais.
Este convite surge após anúncios anteriores de que Trump também tinha pedido ao Presidente turco Recep Tayyip Erdoğan e ao Presidente egípcio Abdel Fattah el-Sisi para participarem no conselho de paz de Gaza. O antigo Primeiro-Ministro britânico Tony Blair e o genro de Trump, Jared Kushner, também foram nomeados como potenciais membros.
A comunidade internacional reagiu com uma mistura de otimismo cauteloso e ceticismo. Alguns analistas sugerem que o envolvimento de Putin poderia fornecer uma ligação crucial aos esforços de desescalada noutras zonas de conflito, enquanto outros expressam preocupação de que possa legitimar as ações da Rússia na Ucrânia e complicar ainda mais as relações internacionais.
"A inclusão da Rússia em qualquer iniciativa de paz requer uma análise cuidadosa das implicações geopolíticas mais amplas", disse a Dra. Anya Sharma, professora de relações internacionais na London School of Economics. "Embora o diálogo seja essencial, é crucial garantir que tais plataformas não recompensem inadvertidamente a agressão ou prejudiquem o direito internacional."
O Kremlin ainda não respondeu formalmente ao convite. No entanto, fontes dentro do governo russo indicaram que Putin está a considerar a proposta, enfatizando a necessidade de uma abordagem abrangente e inclusiva para resolver o conflito israelo-palestiniano. A situação permanece fluida, e a composição e o mandato do proposto conselho de paz ainda estão em discussão. Mais anúncios são esperados nas próximas semanas, à medida que a administração Trump continua a envolver-se com potenciais participantes.
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