O braço executivo da União Europeia, a Rússia, a Bielorrússia e a Tailândia foram as entidades mais recentes convidadas a juntarem-se ao Conselho de Paz proposto pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, destinado a supervisionar a próxima fase do plano de paz de Gaza. Os convites surgem no momento em que um alto funcionário israelense manifestou oposição à iniciativa, considerando-a prejudicial aos interesses de Israel e defendendo seu abandono.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que o presidente russo Vladimir Putin recebeu o convite. Segundo Peskov, o Kremlin está atualmente examinando os detalhes e buscará esclarecimentos sobre todos os aspectos por meio de discussões com os EUA. O Ministério das Relações Exteriores da Tailândia também reconheceu ter recebido um convite e afirmou que está revisando os detalhes. O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, foi convidado e está preparado para participar, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.
O porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill, confirmou que Ursula von der Leyen, presidente da comissão, recebeu um convite e consultaria outros líderes da UE sobre Gaza. Gill não indicou se o convite seria aceito, mas afirmou o desejo da comissão de contribuir para um plano abrangente para resolver o conflito de Gaza. O número total de convidados para o conselho permanece incerto.
O conceito de um "Conselho de Paz" introduz um elemento de governança algorítmica, onde a IA poderia potencialmente ser usada para analisar dados, prever potenciais gatilhos de conflito e sugerir soluções diplomáticas. Essa abordagem reflete uma tendência crescente de incorporação da IA nas relações internacionais, embora a extensão do papel da IA neste conselho específico permaneça indefinida. Tais aplicações de IA levantam questões sobre transparência, viés e responsabilidade na diplomacia internacional. Se algoritmos de IA forem usados para informar decisões, é crucial entender os dados com os quais são treinados e os potenciais vieses que podem perpetuar.
O convite, segundo fontes familiarizadas com o assunto, incluía uma referência a Trump, embora a natureza específica da referência não tenha sido divulgada. A iniciativa enfrenta ceticismo, principalmente de dentro de Israel, destacando as complexidades de se alcançar um consenso na região. A crítica do funcionário israelense ressalta as perspectivas divergentes sobre o caminho a seguir para Gaza e os desafios para obter apoio regional para qualquer plano de paz.
O status atual do conselho proposto permanece incerto, pendente de respostas dos convidados e de maiores esclarecimentos sobre seu mandato e estrutura operacional. As próximas semanas provavelmente verão novas discussões e negociações, à medida que as partes envolvidas avaliam suas opções e consideram as potenciais implicações de participar da iniciativa. A situação destaca os esforços contínuos para encontrar uma resolução duradoura para o conflito israelo-palestino e as diversas abordagens que estão sendo exploradas.
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