O jornal estatal russo, Rossiyskaya Gazeta, publicou um artigo elogiando o interesse do Presidente Donald Trump em adquirir a Groenlândia e criticando os líderes europeus que se opõem à potencial anexação. O artigo, noticiado pelo editor da BBC na Rússia, Steve Rosenberg, destacou o que caracterizou como a "teimosia de Copenhaga e a falsa solidariedade de países europeus intransigentes, incluindo os chamados amigos da América, Grã-Bretanha e França".
O aparente apoio do governo russo à iniciativa dos EUA surge na sequência das afirmações do Presidente Trump sobre a presença militar russa no Ártico. Trump afirmou: "Há destroyers russos, há destroyers chineses e, maior ainda, há submarinos russos por todo o lado", justificando a necessidade do controlo americano da Groenlândia.
O artigo da Rossiyskaya Gazeta sugeriu que a Europa estava "totalmente perdida" em relação à situação, afirmando ainda: "A Europa não precisa da grandeza americana que Trump está a promover. Bruxelas conta com 'afogar' o...". O contexto completo e a conclusão do artigo não estavam imediatamente disponíveis.
A situação desenrola-se em meio a um crescente interesse geopolítico na região do Ártico, impulsionado pela sua localização estratégica e potencial riqueza de recursos. A Groenlândia, um território autónomo dentro do Reino da Dinamarca, tornou-se um ponto focal de atenção internacional.
A Dinamarca rejeitou publicamente a noção de vender a Groenlândia aos Estados Unidos. O governo dinamarquês mantém a sua soberania sobre o território e enfatizou o seu compromisso de trabalhar com o governo da Groenlândia em assuntos de interesse mútuo.
O interesse dos Estados Unidos na Groenlândia não é novo. Os EUA consideraram comprar a ilha no passado e atualmente mantêm uma presença militar na Base Aérea de Thule, um ativo estratégico crítico para o alerta de mísseis e vigilância espacial.
A posição do governo russo, conforme refletida no artigo da Rossiyskaya Gazeta, adiciona outra camada de complexidade às discussões em curso sobre o futuro da Groenlândia e a dinâmica geopolítica mais ampla da região do Ártico. Espera-se que a situação continue a evoluir à medida que vários intervenientes afirmam os seus interesses e perspetivas.
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