A Snap Inc., a empresa controladora do Snapchat, chegou a um acordo em um processo judicial sobre vício em redes sociais poucos dias antes do início de um julgamento histórico em Los Angeles, de acordo com relatos judiciais na terça-feira. O processo, o primeiro de vários que alegam que as empresas de mídia social projetaram intencionalmente suas plataformas para serem viciantes para jovens usuários, foi movido por uma jovem de 19 anos identificada como K.G.M.
Os termos do acordo não foram divulgados durante uma audiência do Tribunal Superior da Califórnia, onde o acordo foi revelado, de acordo com a BBC. A Snap disse à BBC que as partes estavam "satisfeitas por terem conseguido resolver este assunto de forma amigável".
O processo faz parte de uma onda maior de ações judiciais contra gigantes da mídia social, incluindo Meta (Instagram), ByteDance (TikTok) e Alphabet (YouTube), nenhuma das quais fez acordos em casos semelhantes, informou a BBC. Esses processos, movidos por milhares de adolescentes, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais, acusam as empresas de causar danos pessoais e outros danos ao empregar recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeo e recomendações algorítmicas que levam ao uso compulsivo de mídia social, de acordo com o New York Times. Os demandantes argumentam que esses recursos contribuíram para depressão, distúrbios alimentares e automutilação.
Os processos empregam uma estratégia legal semelhante à usada contra a Big Tobacco décadas atrás, informou o New York Times. Eles argumentam que o design algorítmico das plataformas deixou K.G.M. viciada. O resultado desses casos pode ter implicações significativas para como as empresas de mídia social projetam e operam suas plataformas no futuro.
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