As forças militares dos EUA apreenderam um sétimo petroleiro ligado à Venezuela, anunciou o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM) na terça-feira, enquanto Washington intensifica seus esforços para controlar os recursos petrolíferos do país. O navio a motor Sagitta foi apreendido no Caribe como parte de um bloqueio contínuo que visa navios petroleiros que entram ou saem da Venezuela, de acordo com o SOUTHCOM, que supervisiona as operações militares na América Latina.
A apreensão é o movimento mais recente em uma campanha de longa data do governo dos EUA para pressionar o governo venezuelano por meio de sanções econômicas, visando particularmente sua indústria de petróleo, a força vital da economia venezuelana. Os EUA sustentam que essas medidas visam promover a democracia e os direitos humanos na Venezuela, acusando a atual administração de corrupção, autoritarismo e abusos dos direitos humanos.
O regime de sanções dos EUA impactou significativamente a produção e as exportações de petróleo da Venezuela, contribuindo para uma grave crise econômica no país. Os críticos da política dos EUA, incluindo o governo venezuelano e alguns observadores internacionais, argumentam que as sanções são uma forma de guerra econômica que prejudica desproporcionalmente o povo venezuelano, limitando o acesso a bens e serviços essenciais.
O governo venezuelano tem consistentemente condenado as sanções dos EUA como ilegais sob o direito internacional, argumentando que violam a soberania do país e o direito à autodeterminação. Caracas buscou apoio de aliados internacionais, incluindo Rússia e China, que também criticaram a política dos EUA e mantiveram laços econômicos com a Venezuela.
A captura do Sagitta aumenta ainda mais as tensões entre os EUA e a Venezuela. O governo dos EUA declarou sua determinação em continuar aplicando as sanções à indústria de petróleo da Venezuela, enquanto o governo venezuelano provavelmente buscará vias legais e diplomáticas para contestar as apreensões e denunciar o que considera um ato de agressão. A situação permanece fluida, com potenciais implicações para a estabilidade regional e as relações internacionais.
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