Lyse Doucet, correspondente internacional-chefe da BBC, afirmou que a abordagem do Presidente Donald Trump à política externa abalou a ordem mundial mais profundamente do que qualquer presidente dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial. A avaliação de Doucet surge em meio a debates contínuos sobre as implicações a longo prazo das políticas de "América Primeiro" de Trump e seus desafios às normas e alianças internacionais estabelecidas.
As ações de Trump, incluindo a retirada de acordos internacionais como o Acordo de Paris sobre o Clima e o acordo nuclear com o Irão, foram citadas como exemplos de seu afastamento das práticas diplomáticas tradicionais. Sua administração também iniciou disputas comerciais com países como a China e membros da União Europeia, levantando preocupações sobre a estabilidade do sistema de comércio global.
Num discurso no início de sua presidência, Trump invocou a doutrina do século XIX do "destino manifesto", que Doucet notou como indicativa da abordagem assertiva de sua administração à política externa. Essa abordagem incluiu expressar interesse em adquirir a Groenlândia e questionar o valor de alianças de longa data como a OTAN. "Temos que tê-la", Trump teria dito sobre a Groenlândia, refletindo um sentimento que alguns observadores veem como um desafio às normas internacionais estabelecidas.
Os críticos da política externa de Trump argumentam que suas ações minaram a credibilidade dos EUA e enfraqueceram a cooperação internacional em questões críticas. Os apoiadores, no entanto, argumentam que suas políticas priorizaram os interesses americanos e forçaram outras nações a reavaliar seus relacionamentos com os Estados Unidos. Eles argumentam que a abordagem de Trump foi necessária para abordar o que eles veem como práticas comerciais injustas e encargos desproporcionais sobre os EUA.
As implicações das decisões de política externa de Trump continuam a ser debatidas entre formuladores de políticas e especialistas. Alguns analistas sugerem que suas ações podem levar a um realinhamento da dinâmica do poder global, enquanto outros expressam preocupação com o potencial de aumento da instabilidade e do conflito. Os efeitos a longo prazo da presidência de Trump na ordem internacional ainda estão por ser vistos.
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