Empresas de finanças tradicionais estão cada vez mais adotando criptomoedas, de acordo com Ben Zhou, CEO da Bybit, a segunda maior exchange de criptomoedas do mundo em volume de negociação. Essa mudança marca uma evolução significativa na percepção e integração de ativos digitais no cenário financeiro global.
Zhou destacou a aprovação do GENIUS Act nos EUA como um indicador chave do aquecimento de governos e instituições tradicionais em relação às criptomoedas. Ele enfatizou o potencial de obsolescência para empresas que não se adaptarem, principalmente com a adoção de carteiras de criptomoedas crescendo a uma taxa anual de 20% a 30%.
O aumento da regulamentação e da utilidade das stablecoins está impulsionando sua adoção para remessas e pagamentos. Zhou observou que, em 2025, as transações com stablecoins ultrapassaram as plataformas de pagamento tradicionais, como Visa e Mastercard, com mais de US$ 18 trilhões liquidados, de acordo com dados da empresa de pesquisa de criptomoedas Delphi Digital. Esse aumento ressalta a crescente preferência por transações com criptomoedas, que Zhou argumenta serem mais rápidas e baratas do que as transferências bancárias tradicionais que dependem de sistemas como o SWIFT.
A Bybit, fundada em 2018, inicialmente enfrentou ceticismo interno em relação à legitimidade do Bitcoin. No entanto, a empresa se tornou um importante player no mercado de exchanges de criptomoedas, refletindo a aceitação mais ampla de ativos digitais. Bancos de investimento como o Goldman Sachs estão explorando ativamente a integração de ativos tokenizados, sinalizando um envolvimento mais profundo de instituições financeiras estabelecidas.
Olhando para o futuro, Zhou prevê crescimento e integração contínuos de criptomoedas no sistema financeiro global. A velocidade e a relação custo-benefício das transações com criptomoedas, juntamente com o aumento da clareza regulatória, posicionam os ativos digitais como uma alternativa viável à infraestrutura financeira tradicional. Essa tendência sugere um futuro onde os ecossistemas de finanças tradicionais e criptomoedas convergem, potencialmente remodelando o cenário das finanças e do comércio internacional.
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