Pesquisadores descobriram que o gado é capaz de usar ferramentas e que os microbiomas intestinais dos bebês são significativamente alterados pela frequência a creches. As descobertas, detalhadas no Nature Briefing Podcast lançado em 23 de janeiro de 2026, lançam luz sobre a cognição animal e os fatores que influenciam o desenvolvimento microbiano na primeira infância.
O estudo sobre o gado, publicado na Science, documentou o primeiro caso observado de uso de ferramentas nesta espécie. Uma vaca austríaca foi observada utilizando uma ferramenta para se limpar, demonstrando um nível de capacidade cognitiva anteriormente não confirmado em bovinos. Os cientistas sugerem que esse comportamento indica um nível mais alto de habilidades de resolução de problemas do que o atribuído anteriormente a esses animais. Essa descoberta desafia as suposições existentes sobre as capacidades cognitivas do gado e levanta questões sobre o potencial de uso de ferramentas em outros animais domesticados.
Em separado, uma pesquisa destacada na Nature revelou que enviar bebês para a creche tem um impacto profundo na composição do microbioma intestinal. O estudo descobriu que a diversidade microbiana e as cepas bacterianas específicas presentes nos intestinos dos bebês eram significativamente diferentes naqueles que frequentavam a creche em comparação com aqueles cuidados em casa. Os pesquisadores acreditam que o aumento da exposição a outras crianças e ambientes compartilhados em ambientes de creche leva a um microbioma remodelado.
As implicações dessas mudanças no microbioma ainda estão sendo investigadas, mas os cientistas sugerem que o desenvolvimento inicial do microbioma desempenha um papel crucial na saúde a longo prazo, incluindo a função do sistema imunológico e a suscetibilidade a alergias e outras condições. Mais pesquisas são necessárias para determinar os efeitos a longo prazo da frequência à creche no desenvolvimento do microbioma infantil e nos resultados gerais de saúde. Os autores do estudo enfatizam a importância de compreender essas influências microbianas precoces para potencialmente desenvolver intervenções que apoiem o desenvolvimento saudável do microbioma em crianças pequenas, independentemente do seu ambiente de cuidados.
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