O líder da oposição de Uganda, Bobi Wine, alegou fraude massiva nas urnas durante as eleições gerais de quinta-feira, enquanto os eleitores votavam em meio a um apagão da internet. Wine, um astro pop que se tornou político, alegou que funcionários do governo estavam envolvidos na prisão e no sequestro de membros de seu partido.
Wine recorreu ao X, anteriormente conhecido como Twitter, para expressar suas preocupações. "Internet desligada. Fraude massiva nas urnas relatada em todos os lugares. Nossos líderes presos. Muitos de nossos agentes e supervisores eleitorais sequestrados, e outros expulsos dos locais de votação. LEVANTEM-SE E REJEITEM O REGIME CRIMINOSO", escreveu ele.
A expectativa geral é que a eleição estenda o governo de quase quatro décadas do presidente Yoweri Museveni. A votação foi adiada em vários locais, aumentando ainda mais as tensões.
As acusações de fraude nas urnas e a prisão de membros da oposição ocorreram em um contexto de acesso restrito à internet. A decisão do governo de desligar a internet levantou preocupações sobre a transparência e a capacidade dos cidadãos de acessar informações durante a eleição.
O processo eleitoral em Uganda tem sido alvo de escrutínio no passado, com eleições anteriores marcadas por alegações de irregularidades e violência. Observadores internacionais frequentemente pediram maior transparência e justiça no sistema eleitoral.
O status atual da eleição permanece incerto enquanto a contagem de votos continua. Os próximos desenvolvimentos provavelmente envolverão anúncios oficiais dos resultados e potenciais contestações legais da oposição. O resultado da eleição e a resposta às alegações de Wine terão implicações significativas para o futuro político de Uganda.
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