Filhos de proprietários de imóveis no Reino Unido que se beneficiaram do boom imobiliário do final do século 20 conquistaram desproporcionalmente empregos mais bem remunerados, particularmente os filhos, de acordo com uma nova pesquisa do Institute for Fiscal Studies. O estudo destaca como um aumento nos preços dos imóveis no Reino Unido, que viu os custos subirem de quatro vezes os ganhos anuais das pessoas em 1995 para oito vezes em 2010, criou uma riqueza inesperada para os proprietários de imóveis e impactou significativamente as trajetórias de carreira de seus descendentes.
A pesquisa indicou que, para cada £ 100.000 ($ 133.800) de riqueza imobiliária extra acumulada por pais ricos, seus filhos experimentaram uma vantagem tangível no mercado de trabalho. Essa vantagem se manifestou no acesso a cargos mais bem remunerados, reforçando as desigualdades existentes e criando uma divisão significativa entre aqueles cujos pais possuíam imóveis e aqueles que não possuíam. Locatários de baixa renda, que simultaneamente lidavam com maiores desafios de acessibilidade, viram seus filhos enfrentando uma escalada mais íngreme para o sucesso econômico.
Este fenômeno do mercado imobiliário do Reino Unido espelha tendências semelhantes observadas em outras economias desenvolvidas, onde a propriedade de imóveis se tornou um fator chave na transferência de riqueza entre gerações. Em cidades como Sydney, Vancouver e Hong Kong, a escalada dos preços da habitação criou vantagens semelhantes para os filhos de proprietários de imóveis, potencialmente exacerbando as disparidades sociais e econômicas. O estudo do Reino Unido ressalta a questão global mais ampla de como a riqueza imobiliária pode perpetuar a desigualdade entre gerações.
As implicações vão além das perspectivas de carreira individuais. A concentração de empregos bem remunerados entre os filhos de pais ricos em propriedades pode sufocar a mobilidade social e limitar a diversidade de talentos em setores-chave. Isso pode levar a menos inovação e a uma gama mais estreita de perspectivas em cargos de liderança, impactando, em última análise, a competitividade das empresas do Reino Unido em escala global.
Olhando para o futuro, a pesquisa sugere que os formuladores de políticas precisam considerar as consequências de longo prazo das políticas habitacionais sobre a equidade intergeracional. Estratégias para enfrentar os desafios de acessibilidade para locatários e promover um acesso mais amplo à propriedade de imóveis podem ajudar a nivelar o campo de atuação e garantir que as gerações futuras tenham oportunidades iguais, independentemente da riqueza imobiliária de seus pais. As descobertas também destacam a necessidade de as empresas promoverem ativamente a diversidade e a inclusão em suas práticas de contratação para mitigar os potenciais preconceitos criados pelo acesso desigual a recursos e oportunidades.
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