Em diversas plataformas de mídia social, surgiu nas últimas semanas uma tendência em que indivíduos proclamam: "Você me conheceu em uma época muito chinesa da minha vida", enquanto se envolvem em atividades frequentemente associadas à cultura chinesa. Esse fenômeno, observado em várias demografias, envolve indivíduos participando de atividades como comer dim sum ou usar a jaqueta chinesa da Adidas que viralizou.
A tendência ganhou força entre celebridades e influenciadores, incluindo o comediante Jimmy O Yang e o influenciador Hasan Piker, que participaram do movimento online. Variações da frase também surgiram, como "Chinamaxxing", referindo-se a agir de forma cada vez mais chinesa, e "u will turn Chinese tomorrow" (você se tornará chinês amanhã), usado como uma afirmação ou bênção.
De acordo com a WIRED, uma mudança distinta nas atitudes em relação à China foi observada no ano passado, particularmente entre as gerações mais jovens nos Estados Unidos. Apesar das tensões comerciais em curso e da retórica anti-China, muitos expressaram afinidade pela tecnologia, marcas e cidades chinesas, levando ao aumento do consumo de produtos fabricados na China. Esse interesse crescente aparentemente culminou no desejo de "literalmente se tornar chinês", como observou a WIRED.
As razões por trás dessa tendência são complexas e multifacetadas. Alguns observadores sugerem que ela reflete uma apreciação genuína pela cultura chinesa e um desejo de se conectar com ela em um nível mais profundo. Outros acreditam que é uma forma de apropriação cultural ou um envolvimento superficial com a identidade chinesa. A tendência também coincide com um crescente interesse global pelas culturas do Leste Asiático, impulsionado pela popularidade do K-pop, anime e outras formas de entretenimento.
O impacto a longo prazo dessa tendência ainda está por ser visto. É possível que ela desapareça tão rapidamente quanto surgiu, ou pode sinalizar uma mudança mais profunda nas atitudes culturais em relação à China. Independentemente disso, o fenômeno destaca a relação complexa e em evolução entre os Estados Unidos e a China, bem como o poder da mídia social para moldar as tendências culturais.
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