Tropas de várias nações europeias estão sendo enviadas para a Groenlândia para reforçar a segurança da ilha, após discussões que expuseram divisões entre os EUA e os aliados europeus. Os envios, que incluem pessoal da França, Alemanha, Noruega e Suécia, ocorrem após uma reunião na quarta-feira entre representantes da Dinamarca, Groenlândia e EUA, que revelou o que as autoridades descreveram como um "desacordo fundamental" com o governo Trump.
O presidente francês Emmanuel Macron anunciou na quarta-feira que "os primeiros elementos militares franceses já estão a caminho" da Groenlândia. As autoridades francesas confirmaram que aproximadamente 15 soldados de uma unidade de infantaria de montanha já haviam chegado a Nuuk para um exercício militar.
A Alemanha tem previsão de enviar uma equipe de reconhecimento de 13 pessoas para a Groenlândia na quinta-feira, de acordo com o Ministério da Defesa alemão. O objetivo declarado do envio é avaliar a situação de segurança e identificar áreas onde o apoio alemão pode ser benéfico.
O aumento da presença militar europeia na Groenlândia reflete o crescente interesse geopolítico na região do Ártico. O derretimento das calotas polares está abrindo novas rotas de navegação e acesso a recursos naturais, levando ao aumento da concorrência e das preocupações com a segurança. A medida também destaca diferentes abordagens à segurança do Ártico entre os EUA e seus aliados europeus.
A Groenlândia, embora faça parte do Reino da Dinamarca, possui autonomia significativa, incluindo o controle sobre seus recursos naturais e política externa. O governo da Groenlândia expressou apoio ao aumento da presença europeia, vendo-o como um meio de melhorar a segurança da ilha e diversificar suas parcerias.
Os detalhes específicos dos exercícios militares e envios ainda estão sendo finalizados. Mais anúncios sobre a duração e o escopo do apoio europeu são esperados nas próximas semanas. A situação permanece fluida à medida que as discussões continuam entre a Groenlândia, a Dinamarca, as nações europeias envolvidas e os Estados Unidos.
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