Os Estados Unidos apelaram à desescalada à medida que as tropas sírias avançavam para o território controlado pelos curdos no norte da Síria no sábado, após confrontos com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos. Os combates concentraram-se em postos estratégicos e campos de petróleo localizados ao longo do rio Eufrates.
O avanço do exército sírio ocorreu depois que as FDS concordaram em se retirar para o leste do Eufrates, uma decisão motivada por combates recentes em Aleppo e áreas a leste da cidade. Esses confrontos decorreram de planos paralisados para integrar as FDS ao estado sírio. Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA (CENTCOM), afirmou no X que as tropas sírias deveriam interromper as ações ofensivas na região.
As FDS, um importante aliado dos EUA na luta contra o ISIS, controlam uma parte significativa do nordeste da Síria. Esta área detém consideráveis reservas de petróleo e terras agrícolas, tornando-a estrategicamente importante. O governo sírio, apoiado pela Rússia e pelo Irão, procura reafirmar o controlo sobre todo o território sírio. Os EUA mantêm uma presença militar na região, principalmente para apoiar as FDS no combate aos remanescentes do ISIS.
O acordo para as FDS recuarem para o leste do Eufrates tinha como objetivo evitar mais conflitos e permitir negociações sobre o futuro papel das FDS na Síria. No entanto, o rápido avanço do exército sírio levantou preocupações sobre o potencial para uma maior escalada e a segurança das populações curdas na área.
A situação permanece fluida, com esforços diplomáticos contínuos destinados à desescalada e ao regresso às negociações. Os EUA continuam a monitorizar a situação de perto e reiteraram o seu compromisso de trabalhar com todas as partes para alcançar uma resolução pacífica que proteja os interesses de todos os sírios. As implicações a longo prazo do avanço do exército sírio na estabilidade da região e na luta contra o ISIS ainda não foram determinadas.
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