A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou planos para dissolver o parlamento na sexta-feira, 23 de janeiro, e convocar eleições gerais para 8 de fevereiro. O anúncio, feito na segunda-feira, ocorre três meses após o início do mandato de Takaichi como a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do país.
A eleição antecipada decidirá todas as 465 cadeiras na câmara baixa do parlamento e representa o primeiro teste eleitoral de Takaichi desde que assumiu o cargo. "Hoje, eu, como primeira-ministra, decidi dissolver a câmara baixa em 23 de janeiro", afirmou Takaichi em uma conferência de imprensa.
Analistas sugerem que convocar uma eleição antecipada pode permitir que Takaichi aproveite o forte apoio público atual para consolidar sua posição dentro do governante Partido Liberal Democrático (LDP) e fortalecer a estreita maioria de sua coalizão. A eleição avaliará o sentimento dos eleitores em relação ao aumento dos gastos do governo, particularmente em face do aumento do custo de vida.
O LDP detém a maioria em coalizão há muitos anos, mas dados recentes de pesquisas sugerem uma disputa acirrada com os partidos de oposição. A próxima eleição será um indicador-chave da confiança do público nas políticas econômicas do LDP e na liderança de Takaichi.
A dissolução do parlamento e a subsequente campanha eleitoral devem dominar o cenário político no Japão nas próximas semanas. O resultado da eleição terá um impacto significativo na direção das políticas econômicas e sociais do país.
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