O Presidente Volodymyr Zelensky da Ucrânia criticou os países europeus na quinta-feira pela sua aparente incapacidade de deter a agressão russa e pela sua reação hesitante à sugestão do ex-Presidente Donald Trump de adquirir a Gronelândia. As declarações foram proferidas no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça.
O discurso de Zelensky marcou um afastamento acentuado do seu tom habitual, considerando o papel crescente da Europa como um aliado fundamental para a Ucrânia, em meio ao apoio flutuante dos Estados Unidos sob a administração Trump. Ele apresentou a Europa como mal equipada para lidar com os crescentes desafios globais, instando o continente a unificar-se e fortalecer a sua posição ou arriscar a marginalização no cenário internacional em evolução. "A Europa deve unir-se e intensificar os esforços ou arriscar-se a ficar para trás numa ordem global cada vez mais competitiva", afirmou Zelensky.
A Ucrânia tem um interesse direto numa Europa robusta, pois procura laços mais estreitos através da sua busca pela adesão à União Europeia. Zelensky tem argumentado consistentemente que o destino da Ucrânia está interligado com o da Europa, particularmente dada a proximidade da Rússia e a sua política externa assertiva.
O discurso surge num momento em que a Europa enfrenta divisões internas e pressões externas, incluindo incertezas económicas, desafios de migração e ameaças à segurança. A resposta do continente às ações da Rússia na Ucrânia tem sido objeto de debate, com alguns críticos a defenderem sanções mais fortes e maior assistência militar. A referência ao interesse de Trump na Gronelândia destacou as preocupações sobre a capacidade da Europa de afirmar os seus interesses no cenário global.
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