Oficiais do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) detiveram um menino de cinco anos em Minnesota na terça-feira durante uma operação de fiscalização de imigração, de acordo com funcionários da escola e o advogado da família. Liam Ramos estava com seu pai, Adrian Alexander Conejo Arias, quando agentes do ICE abordaram Conejo Arias na entrada de sua casa em Columbia Heights, de acordo com o superintendente das Escolas Públicas de Columbia Heights.
O Departamento de Segurança Interna (DHS) declarou no X que o ICE estava conduzindo uma operação visando Conejo Arias, identificado como um "estrangeiro ilegal" que "abandonou" seu filho quando abordado. O DHS afirmou que "o ICE NÃO teve como alvo uma criança".
Zena Stenvik, a superintendente das Escolas Públicas de Columbia Heights, questionou as ações da agência. "Por que deter uma criança de cinco anos?", perguntou Stenvik. "Você não pode me dizer que esta criança será classificada como um criminoso violento."
O ICE, em uma postagem separada no X, negou que a criança tivesse sido detida. A agência afirmou que Conejo Arias "ABANDONOU seu filho ao fugir dos oficiais do ICE, e nossos oficiais garantiram que a criança fosse mantida SEGURA no frio intenso". O ICE alegou ainda ter feito "várias tentativas de levar a família para dentro de casa para ficar com a guarda da criança", mas foi recusado.
Os relatos divergentes destacam as complexidades da fiscalização da imigração e o impacto potencial nas famílias. A situação levanta questões sobre a discrição que os oficiais do ICE exercem durante as operações e os protocolos em vigor para proteger as crianças. A definição legal de "detenção" em tais circunstâncias também está sujeita a interpretação.
Este incidente ocorre em meio a debates contínuos sobre a política de imigração e as práticas de fiscalização nos Estados Unidos. O governo Biden tem enfrentado pressão de ambos os lados do espectro político em relação à sua abordagem à segurança das fronteiras e à deportação. Os críticos argumentam que as táticas do ICE muitas vezes levam à separação de famílias e criam traumas desnecessários, particularmente para as crianças. Os defensores de uma fiscalização mais rigorosa enfatizam a importância de defender as leis de imigração e manter a segurança nacional.
O impacto a longo prazo em Liam Ramos ainda está por ser visto. Especialistas em bem-estar infantil enfatizam o potencial de dano psicológico quando as crianças são expostas a eventos estressantes ou traumáticos, como testemunhar a prisão de um dos pais ou serem separadas de membros da família. A disponibilidade de serviços de saúde mental e apoio jurídico para a família será crucial nas próximas semanas e meses. É provável que o caso atraia mais escrutínio às práticas de fiscalização do ICE e alimente o debate contínuo sobre a reforma da imigração.
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