Os Estados Unidos revelaram planos para uma reestruturação abrangente da Faixa de Gaza, idealizando uma "Nova Gaza" com infraestrutura moderna, incluindo arranha-céus e áreas residenciais. A proposta foi apresentada no Fórum Econômico Mundial em Davos durante uma cerimônia de assinatura do recém-formado Conselho de Paz do Presidente Donald Trump, uma entidade encarregada de mediar o fim do conflito em curso entre Israel e Hamas e, subsequentemente, gerenciar os esforços de reconstrução.
Os planos incluem a construção de edifícios altos ao longo da costa do Mediterrâneo e empreendimentos habitacionais na região de Rafah. Um mapa que descreve o desenvolvimento faseado indicou a criação de novas zonas residenciais, agrícolas e industriais destinadas a acomodar a população de 2,1 milhões de habitantes de Gaza.
O Presidente Trump expressou otimismo sobre o potencial do projeto. "Vamos ter muito sucesso em Gaza. Vai ser uma grande coisa de se ver", afirmou. Destacando a importância estratégica da localização, Trump acrescentou: "Eu sou uma pessoa do ramo imobiliário de coração e tudo se resume à localização. E eu disse: 'Olhem para esta localização no mar. Olhem para este belo pedaço de propriedade. O que poderia ser para tantas pessoas.'"
O Conselho de Paz, estabelecido pelo governo Trump, visa facilitar uma resolução para o conflito de dois anos entre Israel e Hamas. O seu mandato estende-se para além da resolução de conflitos, incluindo a supervisão da reconstrução e desenvolvimento de Gaza. A composição do conselho inclui várias figuras internacionais, embora os membros específicos não tenham sido totalmente divulgados.
A iniciativa levanta questões sobre o papel das Nações Unidas na região, particularmente dada a participação existente da ONU no fornecimento de ajuda humanitária e no apoio aos refugiados palestinianos. O Reino Unido terá alegadamente retido a sua participação no Conselho de Paz de Trump, citando preocupações relacionadas com a potencial influência da Rússia.
O plano proposto para a "Nova Gaza" representa um empreendimento significativo, exigindo um investimento financeiro substancial e a cooperação de várias partes interessadas, incluindo Israel, Hamas e a comunidade internacional. A viabilidade do plano e o seu potencial impacto na região permanecem por ver, e são esperados mais detalhes sobre o financiamento, a implementação e os acordos de segurança.
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