Empresas globais estão se preparando para uma nova era onde a resiliência supera a eficiência, à medida que a fragmentação geopolítica remodela mercados e cadeias de suprimentos. O Fórum Econômico Mundial, com início em 19 de janeiro de 2026, irá sublinhar essa mudança, sinalizando que as premissas de longa data da globalização contínua não são mais válidas.
A mudança é impulsionada pelo aumento do atrito comercial, pela evolução das alianças geopolíticas e pelo aumento da pressão para reformular as cadeias de suprimentos. As empresas agora estão lidando com tarifas, sanções e controles de exportação que podem interromper as operações instantaneamente. Isso exige uma repensagem estratégica de sourcing, fabricação e acesso ao mercado.
As implicações financeiras são substanciais. As empresas que antes otimizavam as cadeias de suprimentos para a relação custo-benefício agora devem investir em salvaguardas contra o risco político e a volatilidade regulatória. Isso pode se traduzir em um aumento potencial de 10 a 15% nos custos operacionais, à medida que as empresas diversificam o sourcing e constroem linhas de suprimento redundantes. O impacto no mercado já é visível, com empresas enfrentando atrasos e aumento de despesas devido às tensões geopolíticas.
A mudança é estrutural, não temporária. A geopolítica e o comércio tornaram-se inextricavelmente ligados, com sanções, tarifas e controles de exportação moldando o acesso ao mercado tanto quanto a demanda do consumidor. Essa nova realidade exige uma abordagem proativa para o gerenciamento de riscos e o planejamento estratégico.
Olhando para o futuro, as empresas que priorizarem a resiliência estarão em melhor posição para navegar neste cenário fragmentado. Isso envolve diversificar as cadeias de suprimentos, investir em análise de risco político e construir relacionamentos fortes com governos e stakeholders. O futuro pertence às empresas que conseguem se adaptar e prosperar em um mundo onde a incerteza geopolítica é o novo normal.
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