O líder da oposição ugandense, Bobi Wine, foi supostamente levado de sua residência pelo exército na sexta-feira, de acordo com seu partido Plataforma de Unidade Nacional (NUP), enquanto o presidente Yoweri Museveni parecia prestes a vencer a reeleição. O NUP declarou em uma postagem no X que Wine foi removido à força de seu complexo em Kampala por um helicóptero do exército e levado para um local não revelado.
A confirmação da alegação do NUP não estava disponível imediatamente. A Reuters informou que porta-vozes do governo e dos militares ugandenses não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
O suposto sequestro ocorreu horas depois que Wine alegou que as forças de segurança mataram 10 de seus militantes. Wine tem alegado repetidamente fraude generalizada na eleição.
A eleição ocorreu na quinta-feira, com Museveni buscando um sexto mandato no cargo após 35 anos no poder. Wine, um popular músico que se tornou político, emergiu como o principal desafiante de Museveni, galvanizando os jovens ugandenses com seus apelos por mudança.
O processo eleitoral foi marcado por violência e acusações de fraude. O governo desligou a internet antes da votação, uma medida que os críticos condenaram como uma tentativa de sufocar a transparência e a comunicação.
O governo de Museveni defendeu suas ações, citando preocupações de segurança nacional. As autoridades acusaram Wine de incitar a violência e minar o processo eleitoral.
Os Estados Unidos e a União Europeia expressaram preocupações sobre a credibilidade da eleição e pediram transparência e responsabilidade. Observadores notaram restrições à mídia e o assédio a candidatos da oposição.
O resultado da eleição e a suposta detenção de Wine provavelmente aumentarão ainda mais as tensões em Uganda. O NUP pediu protestos pacíficos e intervenção internacional. A situação permanece fluida, com os resultados oficiais esperados nos próximos dias.
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