Um laboratório de segurança está sendo supervisionado, onde engenheiros estão ativamente tentando comprometer os próprios chips projetados por sua própria empresa, uma estratégia destinada a se preparar para potenciais ameaças da computação quântica. A iniciativa, liderada por um engenheiro veterano que sofreu uma violação de segurança pessoal no início de sua carreira, concentra-se na identificação proativa de vulnerabilidades antes que agentes maliciosos possam explorá-las.
O engenheiro, que prefere permanecer anônimo devido a preocupações de segurança, relatou uma experiência no início dos anos 1990, onde o PIN de seu cartão de crédito foi comprometido em minutos por engenheiros de segurança. Este evento, disse ele, destacou a insegurança inerente dos sistemas de segurança e o potencial para violações devastadoras. "A maioria das pessoas assume que segurança é sobre construir algo que seja inquebrável", explicou ele. "Na realidade, segurança é sobre entender exatamente como algo quebra, sob quais condições e quão rápido."
Os laboratórios empregam uma variedade de métodos de ataque, incluindo a medição de flutuações de energia, a injeção de sinais eletromagnéticos, o disparo de lasers e a dissecação física de chips de silício. Essas técnicas são projetadas para imitar as abordagens usadas por criminosos sofisticados e agentes de estados-nação. O objetivo é expor fraquezas nos projetos dos chips e desenvolver contramedidas antes que possam ser exploradas em cenários do mundo real.
Essa abordagem à segurança, muitas vezes referida como "red teaming", está se tornando cada vez mais importante à medida que a tecnologia de computação quântica avança. Os computadores quânticos, com seu poder de processamento vastamente superior, representam uma ameaça significativa aos métodos de criptografia existentes. Especialistas preveem que os padrões de criptografia atuais podem se tornar obsoletos na próxima década, tornando crucial o desenvolvimento de soluções de segurança resistentes à computação quântica.
Os esforços da empresa estão focados no desenvolvimento e implementação de algoritmos de criptografia pós-quântica (PQC), que são projetados para serem resistentes a ataques de computadores clássicos e quânticos. Esses algoritmos são complexos e exigem testes rigorosos para garantir sua eficácia. Os laboratórios de segurança desempenham um papel crítico nesse processo, submetendo as implementações de PQC a um escrutínio intenso.
O trabalho que está sendo feito nesses laboratórios tem implicações significativas para uma ampla gama de setores, incluindo finanças, saúde e governo. Qualquer sistema que dependa de criptografia para proteger dados confidenciais é potencialmente vulnerável a ataques quânticos. Ao abordar proativamente essas ameaças, a empresa espera ajudar as organizações a se prepararem para a era quântica e a manter a segurança de seus dados. O engenheiro afirmou que os próximos passos envolvem a expansão do escopo dos ataques para incluir vulnerabilidades mais complexas no nível do sistema e a colaboração com outras organizações para compartilhar conhecimento e melhores práticas.
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