Os comentários do Príncipe Harry surgiram em resposta às alegações de Trump de que os aliados da OTAN "ficaram um pouco atrás" das linhas de frente no Afeganistão, as quais foram amplamente condenadas por líderes internacionais. O Primeiro-Ministro do Reino Unido, Keir Starmer, descreveu as palavras de Trump como "insultuosas e francamente terríveis". O príncipe afirmou: "Eu servi lá. Fiz amigos para a vida toda lá. E perdi amigos lá."
A intervenção militar internacional no Afeganistão começou em 2001, depois que a OTAN invocou o Artigo 5, sua cláusula de segurança coletiva, pela primeira e única vez em sua história, após os ataques de 11 de setembro aos Estados Unidos. Isso obrigou todas as nações aliadas a apoiar os EUA em sua resposta. A invocação do Artigo 5 marcou um momento significativo na história da OTAN, demonstrando seu compromisso com a defesa coletiva e o apoio mútuo entre seus estados membros.
A missão militar no Afeganistão envolveu tropas de vários países, incluindo Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá e Austrália, entre outros. Essas nações contribuíram com pessoal, recursos e expertise para apoiar o esforço liderado pelos EUA para combater o terrorismo e estabilizar o país. A presença internacional visava desmantelar a al-Qaeda, impedir que o Afeganistão se tornasse um refúgio seguro para terroristas e apoiar o estabelecimento de um governo estável e democrático.
A retirada das forças internacionais do Afeganistão em 2021 levou ao rápido colapso do governo afegão e ao ressurgimento do Talibã, levantando preocupações sobre o futuro do país e o potencial de renovada instabilidade na região. Os sacrifícios feitos pelas tropas da OTAN durante a intervenção de duas décadas continuam sendo um tema de debate e reflexão, particularmente em relação aos objetivos, estratégias e resultado final da missão.
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