Estima-se que 230 milhões de pessoas recorram ao ChatGPT semanalmente para consultas relacionadas à saúde, de acordo com a OpenAI. Esse aumento na busca por informações de saúde impulsionada por IA ocorre logo após o lançamento do produto ChatGPT Health da OpenAI no início deste mês. A questão central agora é se os riscos inerentes ao uso da IA para aconselhamento médico podem ser suficientemente minimizados para proporcionar um impacto positivo líquido na saúde pública.
A ascensão dos chatbots de IA para informações de saúde acompanha uma tendência de indivíduos que buscam aconselhamento médico online, uma prática frequentemente referida como "Dr. Google". Por duas décadas, pesquisar sintomas online tem sido um primeiro passo comum para aqueles que enfrentam problemas médicos. No entanto, os grandes modelos de linguagem (LLMs) estão se tornando cada vez mais a ferramenta de escolha para muitos.
As implicações do uso da IA para aconselhamento de saúde são significativas. Embora a IA ofereça o potencial de informações rápidas e acessíveis, permanecem as preocupações com a precisão, a privacidade dos dados e o potencial de diagnóstico incorreto ou autotratamento inadequado. Especialistas enfatizam a importância de verificar as informações de saúde geradas por IA com profissionais médicos qualificados.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, uma batalha está se formando sobre a regulamentação da inteligência artificial. As tensões aumentaram no final de 2025 quando, depois que o Congresso não conseguiu aprovar duas vezes a legislação que proibia as leis estaduais de IA, o então presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva com o objetivo de impedir que os estados regulamentassem a indústria de IA em rápido crescimento, de acordo com reportagem de Grace Huckins. Essa medida destaca o debate em curso sobre o nível apropriado de supervisão governamental necessário para equilibrar a inovação com os riscos potenciais. O conflito se concentra na medida em que os estados individuais devem ter o poder de implementar suas próprias regulamentações de IA, versus uma abordagem federal mais unificada.
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