Bryan Fleming, o criador do pcTattletale, um programa de software projetado para monitorar a atividade de computadores e telefones, se declarou culpado em um tribunal federal esta semana por desenvolver e comercializar o software com o propósito de espionar adultos sem o consentimento deles. Lançado há quase 25 anos, o pcTattletale gravava todas as atividades em um dispositivo alvo, enviando vídeos para um servidor acessível aos assinantes.
Embora o site do software tenha descrito casos de uso como pais monitorando filhos e empregadores rastreando funcionários, Fleming admitiu que o programa era frequentemente usado para monitorar parceiros românticos sem o conhecimento deles. Essas aplicações são ilegais sob a lei federal.
O pcTattletale, de acordo com seu site, foi usado por dezenas de milhares de pais para impedir que suas filhas se encontrassem com pedófilos e por empresas para rastrear produtividade, roubo e horas perdidas. Até mesmo departamentos de polícia teriam usado o software para investigações. A legalidade desse monitoramento depende do consentimento ou, no caso de menores, da autoridade parental.
O caso destaca as complexidades legais em torno de spyware e software de monitoramento. Embora essas ferramentas possam ser legítimas quando usadas para fins como controle parental ou monitoramento de funcionários com consentimento, seu uso para vigilância secreta de adultos é ilegal e acarreta riscos legais significativos. A confissão serve como um aviso aos desenvolvedores e usuários de tal software sobre as potenciais ramificações legais da violação das leis de privacidade. As acusações específicas e as possíveis penalidades que Fleming enfrenta não estavam imediatamente disponíveis.
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